Thursday, June 4, 2009
Friday, May 1, 2009
Odetta morreu em Dezembro de 2008 com 77 anos.
Ícone da música popular dos EUA, Odetta morre aos 77 anos
| Odetta tornou-se uma estrela da música folk nos anos 50 |
A cantora folk norte-americana Odetta, militante dos direitos civis e uma importante influência sobre Bob Dylan, morreu aos 77 anos.
Nascida com o nome de Odetta Holmes em Birmingham, Alabama, esta cantora de formação clássica deu vida a canções de escravos e canções folk através da sua voz poderosa.
Tornando-se uma estrela da música folk nos anos 50, Odetta influenciou Bob Dylan assim como Harry Belafonte e Joan Baez.
Apesar de estar confinada a uma cadeira de rodas, Odetta realizou 60 concertos nos últimos dois anos.
Cantora dos direitos civis
Morreu de doença cardíaca na Terça no Lennox Hill Hospital em Nova Iorque. Tinha dado entrada no hospita há três semanas antes de sofrer uma paragem renal, segundo o seu manager Doug Yeager.
Construiu a sua reputação ao interpretar canções cantadas por gente comum - donas de casa e trabalhadores, assim como canções de prisão e espirituais dos escravos das plantações.
| Bob Dylan em 1978 |
"O que a distinguiu desde o início foi o cuidado meticuloso com que ela tentou recriar o sentimento das suas canções folk," escreveu a revista Time em 1960. "Para entender as emoções de um condenado numa canção de prisão, tentou uma vez quebrar pedras com um martelo."
Tendo gravado vários discos, Odetta ficou mais conhecida nos EUA por ter participado na Marcha pelos direitos civis em 1963 para Washington, onde cantou "O Freedom".
| Odetta participou na Marcha de 1963 para Washington |
In a 1978 interview, Bob Dylan said: "The first thing that turned me on to folk singing was Odetta."
Numa enrevista de 1978, Bob Dylan disse: "A primeira coisa que me atraiu para a canção folk foi a Odetta."
Acrescentou que encontrou "algo apenas vital e pessoal" quando a ouviu pela primeira vez, e que a sua música o convenceu a trocar a sua guitarra eléctrica por uma acústica.
Nomeada pela primeira vez para um Grammy em 1963, Odetta recebeu mais duas nomeações na parte posterior da sua carreira - um em 1999 e o terceiro em 2005.
Em 1999 foi agraciada com a National Medal of the Arts. O Presidente Bill Clinton disse que a sua carreira mostrara "a todos que as canções têm o poder de mudar o coração e mudar o mundo".
Nascida em 1930 no Alabama, foi viver para Los Angeles com a idade de seis anos. Depois de o pai ter falecido, adoptou o apelido do seu padrasto, Felious. Treinada por um professor de música que a viu a cantar depois das aulas, a cantora de formação clássica descobriu a música folk na sua adolescência.
Numa entrevista de 1963 do Washington Post, afirmou que o cantar e o dançar tinham nascido do "medo de Deus, medo que o sol não regresse, muitas coisas. Penso que se desenvolveu como uma forma de culto ou para apaziguar algo... O mundo não melhorou, e então há sempre muito sobre o que cantar."
Odetta ainda tinha actuado em Outubro e tinha expressado a sua vontade em cantar na inauguração presidencial de Barack Obama.
Artigo original, em inglês:
http://news.bbc.co.uk/2/hi/entertainment/7762521.stm
Tuesday, December 30, 2008
Freddie Hubbard, trompetista de Jazz faleceu
Tinha 70 anos, tocara com Herbie Hancock e Thelonius Monk, e era visto como um dos melhores trompetistas de hard-bop nos EUA.
Ganhou um Grammy em 1972 pelo álbum First Light, gravado com os membros da banda de Miles Davis George Benson e Jack DeJohnette.
A estrela tinha estado no hospital desde um ataque cardíaco em Novembro.
Nascido com o nome de Frederick Dewayne Hubbard em Indianapolis, o músico começou por tocar o melofone, uma espécie de clarim na banda da escola.
Um ano depois, passou para a secção de trompete, tendo começado a aprender a tocar o instrumento que três dos seus irmãos já tocavam.
Um trinado de marca
Depois de se mudar para Nova Iorque em 1958, gravou o seu primeiro álbum, Open Sesame, e gozou de uma subida meteórica nos círculos de jazz.
Associou-se a lendas do jazz como Thelonius Monk, Miles Davis, Ornette Coleman e Sonny Rollins.
Mais tarde a estrela recordava o ter tocado com John Coltrane como um dos pontos altos do início da sua carreira.
"Conheci Trane numa jam session em casa do Count Basie em Harlem em 1958", disse à revista de Jazz Down Beat em 1995.
"Ele disse: 'Porque não apareces e tentávamos praticar um bocado juntos?'
"Quase fiquei doido. Imagina, aqui está um puto de 20 anos a praticar com o John Coltrane.
"Ele ajudou-me muito, e trabalhamos juntos várias vezes."
Finalmente o estilo próprio de Hubbard - incluindo um trinado de marca conhecido como "shake" (abanão, sacudidela) - tornaram-se eles próprios influenciadores.
"Ele influenciou todos os trompetistas que vieram depois dele,", disse o trompetista Wynton Marsalis à agência Associated Press.
"Claro que o escutei muito. Todos o escutámos. Ele tinha um som volumoso e um grande sentido de ritmo e tempo, e realmente o traço característico da sua forma de tocar é uma exuberância."
Hubbard tocou nalguns dos maiores discos de jazzz dos anos 60 como Maiden Voyage de Herbie Hancock, o radicalmente experimental Free Jazz de Ornette Coleman, Ascension de John Coltrane, e o seu próprio clássico, Ready for Freddie, acompanhado por McCoy Tyner, Waine Shorter e Elvin Jones.
Mas gozou de um grande sucesso com o grande público com uma série de álbuns a solo no início dos anos 70 entre os quais Red Clay, Straight Life e First Light premiado com Grammy.
O seu tom lustroso, o registo alto cheio de brilho e as notas de meio-pistão, apertadas, estilo blues fizeram dele um candidato ao título de Miles Davis de maior trompetista de jazz daquela era.
"Toquei algumas coisas que não penso que muitos tipos vivos hoje podem tocar," disse ele o ano passado enquanto promovia o seu último álbum On The Real Side.
A sua carreira foi ameaçada no início dos anos 90 quando anos a fio de digressão e gravações levaram a uma lesão no lábio, a partir da qual ele podia apenas tocar ocasionalmente.
"O meu conselho a qualquer jovem trompetista é não fazer o que eu fiz porque aquele estilo pode ser prejudicial para a saúde", disse no ano passado.
Hubbarddeixou a sua mulher de 35 anos Briggie Hubbard, e o seu filho Duane.
Recomendações:
Ready for Freddie, Freddy Hubbard, Blue Note, 1961
Mayden Voyage, Herbie Hancock, Blue Note,1965
Desabafo:
Miles foi muito mais do que um trompetista, é uma lenda da música, inclassificável, percorreu quase todos os caminhos possíveis. Mas agarrado ao trompete soube inteligentemente compensar a sua falta de brilhantismo técnico com uma expressividade e lirismo excepcionais. Freddie tinha as duas qualidades anteriores. Queria que este comentário os aumentasse aos dois, e não passasse por um elogio de Freddie em detrimento de Miles, com dois estilos tão diferentes.
Artigo original, em inglês:
Saturday, December 27, 2008
Casa de África em Lisboa - Livros do Ano 2008
Não Ficção
"From Genocide to Continental War: The Congo Conflict and the Crisis of Contemporary Africa"
Gérard Prunier, 544p, Hurst
Compreender o Congo, por um historiador que viaja em África há 37 anos e autor do "The Ruanda Crisis". Desde a morte de Mobutu Sese Seko, que dominou o país durante 32 anos até ao seu afastamento em 1997 e o aparecimento de milícias rebeldes e exércitos estrangeiros, envolvendo quase todos os países da região.
Creio que existe uma edição do mesmo livro nos EUA da Oxford University Press.
Consultar também os artigos de Muayila Tshiyembe "Kinshasa menacé par la poudrière du Kivu"(sobre os recursos minerais do Kivu), e Delphine Abadie, Alain Deneault e William Sacher "Balkanisation et pillage dans l'Est congolais"(sobre as ligações ao Canadá), Le Monde Diplomatique, de Dezembro 2008, edição francesa.
Review do FT, em inglês:
http://www.ft.com/cms/s/0/70bffd44-c719-11dd-97a5-000077b07658.html
Não Ficção
"Africa: Altered States, Ordinary Miracles"
Richard Dowden, 448p, Portobello Books
O autor é jornalista há 30 anos, trabalhou no Economist e é actualmente director da Royal African Society, partilhando neste livro a sua vasta experiência colhida no Uganda, Nigeria, África do Sul, Zimbabué, Sudão e Senegal.
Review do Guardian, com erros anotados, em inglês:
http://www.guardian.co.uk/books/2008/nov/01/africa
Ficção
A Mercy, Toni Morrison, Alfred A. Knopf
O novo livro de Toni Morrison conta a história de uma criança escrava e de uma casa onde vivem várias mulheres orfãs na América do séc. XVII.
Extracto do primeiro capítulo, em inglês:
http://www.nytimes.com/2008/11/30/books/chapter-a-mercy.html
Wednesday, November 5, 2008
Barack Obama é o novo Presidente dos USA
Quanta alegria nas caras dos menos poderosos. Quantas lágrimas emocionadas na cara de Jesse Jackson. Quanto peso nos teus ombros, homem.
Que todos os homens que lutaram pela liberdade te inspirem neste dia mágico.
Hei, Booker T. Washington!
Hei W.E.B. Du Bois!
Hei Rosa Parks!
Hei Martin Luther King!
Hei Malcom X!
Ninguém poderá roubar-te a poesia que devolveste ao mundo. Boa sorte.
Thursday, October 30, 2008
Especial USA (United States with Africa) Clifford Brown
Trompetista. Nasceu a 30 de Outubro de 1930. Poucos anos de vida, apenas 25. Não bebia e as suas drogas eram donuts e o xadrez.
A sua vida terminou abruptamente em Junho de 56, numa noite chuvosa, em que pereceram os seus companheiros de viagem Richie Powell (irmão mais novo de Bud Powell, também pianista) e a mulher deste Nancy.
Sempre me impressionou a desenvoltura com que solava, com velocidade e com aquela naturalidade de quem sabe onde está a conduzir o seu som e um fraseado rico. Mas como não sou crítico de jazz o melhor é escutar a sua voz única.
Como recomendação de audição ficam, com o baterista Max Roach:
-Study in Brown (Clifford Brown/Max Roach), EmArcy/Polygram, 1955
-Clifford Brown & Max Roach (Clifford Brown/Max Roach), EmArcy/Polygram, 1954
Mas ele também está a soprar numa pérola da história do Jazz, com a cantora Sarah Vaughan de 1954, com os seus solos curtos, incisivos e luminosos. Fica a vontade que se estendessem muito mais, mas mesmo assim são muito mais do que comentários do trompete à forma fabulosa da voz da Sra Vaughan, cantando sem esforço. É esta a versão que toca na minha cabeça quando recordo September Song de Kurt Weil, quando Clifford Brown, um homem do bebop, sopra como o vento nas folhas outonais. Escutem.
Sarah Vaughan with Clifford Brown (Sarah Vaughan/Clifford Brown), EmArcy/Polygram, 1954
Obrigado Antena 2 por relembrares notícias tão importantes.
Fontes: Wikipedia, www.jazzitude.com)
Monday, August 11, 2008
Isaac Hayes faleceu

Ontem faleceu Isaac Hayes. Tinha estilo, cantava de uma forma soberba com uma voz barítono, e tem músicas inesquecíveis. Faleceu em Memphis, Tenessee, Domingo. Ia começar a trabalhar num disco novo na Stax.
Memória de 1971, a música tema do filme Shaft.
Imagem de Getty Images.
Mais informação em:
http://news.bbc.co.uk/2/hi/entertainment/7552986.stm
http://news.bbc.co.uk/2/hi/americas/5306640.stm




