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Friday, March 27, 2009

2ª Bienal de Culturas Lusófonas

Mapa da Lusofonia ( Imprensa Nacional Casa da Moeda).


Decorre de 11 de Março a 15 de Abril a Bienal de Cullturas Lusófonas no Centro Cultural Malaposta.

Depois de enxugarem as lágrimas do que já perderam, ainda podem assistir a:
Teatro - 27 Março, 21h30 -29 Março, 16h - Chuva Pasmada, Mia Couto (Moçambique)
Cinema - 1 de Abril, 21h30 - Curtas Inéditas Angolanas (Angola)
Teatro - 2 de Abril, 21h30 - Que Mistérios tem Clarice (Brasil)
Teatro/Poesia - 2 de Abril, 22h00 - Ela uma vez, Poesia em Cena
Teatro - 3 de Abril, 21h30 - Calendário da Pedra (Brasil)
Cinema - 4 de Abril, 18h00 - Angola, Histórias da Música Popular + Kuduro, O Fogo no Musseque (Angola)
Música - 4 de Abri, 21h30l - Tributo a Tom Jobim (Portugal)
Música - 5 de Abril, 16h - Sol(t)o de Victor Gama, Pangeia Instrumentos (Portugal)

http://www.malaposta.pt/

Com o apoio da Câmara Municipal de Odivelas.
Agradecimentos ao Sector Cultural da Embaixada de Angola pela informação prestada.

Saturday, August 2, 2008

Odivelas - Badim Clube Aniversário I

LIVE-BLOGGING
O Badim Clube (badim significa familia em mandinga) é uma organização de origem muçulmana que realiza estas festas com o duplo intuito de recolher fundos para o apoio caritativo dos mais necessitados assim como manter as tradições acessíveis às crianças.
Na sala ao lado enquanto a banda aquece, as pessoas juntam-se para uns comes e bebes com o colorido das roupas e vozes alegres das senhoras.
Tendo tido ocasião de observar as duas koras que vão entrar em acção antes do espectáculo, reparei que uma delas tinha 10 cordas de um lado, 11 do outro, ambas presas nos cavaletes verticais à caixa de ressonância, e duas no topo, entrelaçadas, que julgo terem um tom mais grave como duplo baixo.
Uma das koras não tinha cravelhas como as de uma guitarra mas sim tiras entrançadas de couro enroladas no braço que esticam as cordas por rotação.
Que grande show de música afro-mandinga esta gente está a cozinhar só de os ouvir a aquecer!
Primeira música instrumental com o line-up de bateria, djembé, teclados, baixo, guitarra solo e guitarra ritmo, em toada descontraída. Segunda música com guitarra solo do anterior agora a fazer um ritmo cerrado muito funk e o guitarrista mais velho a fazer um solo melódico hipnótico. Uma senhora de idade respeitável inaugura a dança com passo cadenciado e decidido.
Número de dança a passo acompanhado por Djembé e bateria em tom de marcha a acelerar com a subida ao palco e com os gritos a passarem ao público. As saias são em azul escuro e claro às riscas, com t-shirts brancas e cabelo amarrado com panos brancos e uns pendentes metálicos em estilo árabe. Cantado em mandinga. As mulheres invadem zona em frente ao palco. As canções continuem com a voz masculina a alternar com a voz feminina principal ou o coro feminino, ajudado o ritmo por um apito e pelo baixo endiabrado. E quando o djembé acelera há comoção e gritos, sim senhor.
Paragem e recomeço com Seco Camarâ a cantar. Dueto com Malamba Sissé. Pausa para discursos de agradecimento. 0h45

Festa em Odivelas 2 de Agosto 2008

Dia 2 de Agosto de 2008, pelas 20h, na Escola Secundária de Odivelas, o Badim Clube organiza uma festa do seu 17 Aniversário com os seguintes artistas:
Sadjo Jólô
Lassana-Sisoko
Babu Galiza
Baba Kanunte
Seco Camarâ
Ndara Sumano
Fanta Djabate
Malamba Sisse
Sambalâ Kanunte

Contacto: 965 860 977

Sunday, May 25, 2008

Festa Dia de Africa em Odivelas

Ontem, dia 24 de Maio, a RDP África realizou a festa do Dia de África, que se celebra hoje, certamente a pensar num retemperador Domingo para os excessos da festa. Devem ter sido cerca de 40 nomes a passar pelo palco da Quinta da Memória, apresentados pelo incansável Nuno Sardinha. Devia ter começado às 15h, mas havia pouca gente e ainda estavam a espalhar casca de pinheiro para evitar a lama que se formava com a chuva que esteve intermitente ao longo do dia, só voltando mais forte já a noite tinha chegado. Muitas barraquinhas com predominância na gastronomia para Guiné-Bissau e São Tomé. Falta a presença mais forte de Angola, Cabo-Verde e Moçambique. Mesmo assim destaco a sigá de carne de uma barraquinha da Guiné que me deu a descobrir o peculiar paladar do jagatu. No entanto depois de uma chuvada e de se fazer sentir o vento frio, descobri um caldo de peixe com banana pão e um calulu com funge de milho na barraquinha da entrada. Vitória gastronómica para S. Tomé que nem precisava do bolo de de ananás e do bolo de banana para adoçar a boca depois de tanto sabor.
Quanto à música muito playback, justificável pela enorme quantidade de músicos, mas perfeitamente evitável com uma ou duas bandas residentes. As notas de audição a cada actuação normalmente de duas ou três músicas.
Irmãos Verdades - Abertura com a banda africana mais popular no plano nacional.
Gylito - Figura extremamente popular, é um bom comunicador e apresentou-se com guitarra e pouco mais. E canta benzinho (o benzinho é um elogio). Prepara-se para rumar ao Brasil. A Carla fez voz de apoio, maravilhosa como sempre e esperamos um disco dela para breve.
Mingo - Do grupo Canela de Moçambique, à guitarra, encantador. A primeira música em tom ligeiro a falar de coisas sérias "O galo diz para a galinha enche o papo que logo tens forró. Co-co-ri-có." A segunda de "Tupis dos Himalaias e Zulus da Sibéria", um mapa mundo nomadizado.
Cremilde - Voz com raça de S. Tomé e senhora de muita presença.
Kimi Jjabaté - A alma ou o espírito de África, um dos dois, desce a Odivelas com um homem sozinho tocando duas peças em balafon.
Orquestra Super Mama Jombo - Gostei porque tenho um fraquinho pelas orquestras da África Ocidental, mas acho que quem se apresenta perante um público jovem tem que entender que é algo de novo e desconhecido e preparar um reportório a condizer. Serão os meus ouvidos cheios de coisas boas do Senegal, Mali e Guiné Equatorial a exigirem de mais? Talvez.
Refilon - Ora aqui estão rapazes como deve ser. Banda completa, guitarra, viola acústica, baixo, bateria e violino, Cabo-Verde em música bem tocada de roupa nova. Mornas e funanás a soar a fresco numa nova geração.
Bonga - Uma força da natureza e de energia pôs as pessoas todas a dançar e é a prova viva da transversalidade de alguma música através das gerações. Ritmo é ritmo!
Don Kikas - Só o conhecia do espaço reduzido do B. Leza mas é um profissional experiente que animou muito o público.

Três reparos.
Os bancos ocupavam metade do espaço do público e a tentação de subir para eles e impedir a visão do espectáculo é natural.
A promoção do cartaz de músicos devia ter sido mais forte.
Faltaram tambores, percussão, djembés em fúria e batuque. Para o ano convidem as senhoras da Cova da Moura, não é preciso ir a Santiago!

Em suma, um dia com aquela alegria de África que os africanos partilham connosco e que tornam a vida melhor.

Parabéns à RDP África e à Câmara Municipal de Odivelas.