Saturday, May 1, 2010
Friday, April 2, 2010
Festi-Angola dia 10 de Abril no Pavilhão Atlântico em Lisboa
O festival contará com mais de 30 artistas e terá a duração aproximada de 8 horas.
De Angola, Elias Dya Kimuezo, Carlos Burity, Paulo Flores, Bangão, Yuri da Cunha, Eduardo Paim, Yola Semedo, Heavy C, Pérola, Matias Damásio, Ary e Afroman.Terá ainda a participação de Anselmo Ralph, Kalibrados, Big Nelo, Army Squad, Bruno M, Dog Murras, os Vagabanda, Sebem, Banda Chamavo, Sabino Henda, Konde, Caló Pascoal, os Irmãos Verdades, o grupo de dança Kilandukilo e a orquestra infantil Capossoca Selsiu Mambo.
Convidados de Cabo-Verde Tito Paris, Grace Évora, de Portugal Paulo de Carvalho e Sam The Kid.
Sunday, March 21, 2010
Faleceu Charles Moore, fotógrafo do Civil Rights Movement
Fotografia de Charles Moore.
Charles Lee Moore nasceu em 9 de Março de 1931, em Hackleburg, Alabama. Estudou no Brooks Institute of Photography em Santa Barbara, California.
Em 1958, enquanto trabalhava em Montgomery, Alabama, fotografou uma discussão entre Martin Luther King Jr e dois polícias.
Viajou pelo sul e documentou o Civil Rights Movement*. A sua fotografia mais famosa, Birmingham, retrata manifestantes a serem atacados por mangueiras de alta pressão dos bombeiros.
Acompanhou a guerra do Vietname assim como conflitos na República Dominicana, Venezuela e Haiti.
Faleceu em 11 de Março de 2010 na Florida.
*O Civil Rights Movement designa o movimento contra a discriminação racial, occorrido nas décadas de 50 e 60 do século XX, principalmente no Sul dos Estados Unidos, e que entre outras conquistas restaurou o direito ao sufrágio. As figuras mais conhecidas foram o escritor W.E.B. Du Bois, Malcom X, Martin Luther King Jr e Rosa Parks, que recusou dar o seu lugar a um passageiro branco no autocarro, um símbolo imortal da resistência contra a segregação.
Entrevista com Pam Kingsbury (em inglês):
Fotografias em formato pequeno:
Fotografias em formato grande:
Fontes: wikipedia.org, news.bbc.co.uk
O fotógrafo Charles Moore em 1962, no meio das botijas vazias de gás lacrimogéneo. (Fotografia de Bob Fellows.)
Sunday, March 14, 2010
Exposição "Africa 2.0" na Influx até 27 de Março
Imagem do Vídeo "Around and Around"(2005) de Luc Fosther Diop.
Se foi ao Páteo da Galé e gosta de arte tradicional africana, vá espreitar o outro lado do espelho, onde há menos máscaras.
Quando: até 27 de Março
Horário: Ter-Sex; 14h-19h
Onde: Rua Fernando Vaz, 20B
Link: http://www.influxcontemporary.com/
Thursday, March 4, 2010
Tony Allen na Casa da Música, Porto
Sábado, dia 6 de Março, 22h, um mito de baquetas na mão e ritmos mágicos. Tratam-no por Doctor Allen, fica a dúvida se por ser douto e conhecedor ou por curar a alma, talvez ambos. Também criou o Afrobeat.
Sim, já sabemos que foi baterista de um tal Fela Kuti e os seus Africa 70, mas está na altura de o ouvirmos sozinho sem passado.
Ouçamos o Doutor.
E o seu "Home Cooking", bem melhor que algum fast food (só música sem vídeo).
Wednesday, January 13, 2010
Vadu (1977-2010)
(1977, Praia - 2010, Sto Antão)
Por acaso, era a par com o Tcheka o nosso cantor cabo-verdiano favorito. A última vez que o vimos foi pelas bandas da Cidade Universitária, na Festa de Cabo Verde, sozinho com a guitarra e fiel a si próprio, a soar bem alto na voz acompanhada pelo violão e com o inconfundível boné de tricô. Ritmos lentos, reflectidos, sentidos, a mexer-nos as emoções e a trazer-nos a paixão pela música do interior de Santiago renovada por um jovem. Música descomplicada para ouvir muitas vezes.
A música La Fora do álbum Dixi Rubera.
E a música Préta, ao vivo no Mindelo em 2007, com a presença de bons músicos incluindo o maravilhoso Hernani Almeida (é o Vadu que diz e nós concordamos).
A música La Fora do álbum Dixi Rubera.
E a música Préta, ao vivo no Mindelo em 2007, com a presença de bons músicos incluindo o maravilhoso Hernani Almeida (é o Vadu que diz e nós concordamos).
Discografia:
Ayan (2001)*
Nha Rais (2005)
Dixi Rubera (2007)
Nha Rais (2005)
Dixi Rubera (2007)
*disco colectivo onde participa com 3 faixas
Fontes:
Amigos que nos avisaram...Obrigado.
Monday, December 14, 2009
Eventos em Lisboa Dezembro 2009
Terça, 15 de Dezembro
O quê: Leitura da peça "O morto, os vivos e peixe frito", do escritor angolano Ondjaki, no salão nobre do Teatro Nacional D. Maria II, pelas 19h. Entrada livre.
Quinta, 17 de Dezembro
O quê: Concerto a favor das unidades médicas de Cabo verde, organizado pela organização Médica Cabo-Verdiana, irá contar com as mais conhecidas estrelas de Cabo Verde e alguns cantores portugueses. Na Aula Magna pelas 21h.
Sexta, 18 de Dezembro
Concerto "Kreci Ku Mim", do grupo Bela Nafa, do griot José Braima Galissa, que actua no Auditório do Instituto Franco-Português, pelas 21h. É um concerto de solidariedade em que a entrada, no valor de 10€, ou donativos que deseje dar, revertem para a compra de material hospitalar para a Maternidade de Gabú, na Guiné-Bissau.
Domingo, 20 de Dezembro
Concerto "Filhos dos Descobrimentos", comemorativo da Deacoberta das Ilhas de S. Tome´e Príncipe, com Jorge Neto mostra gastronómica e de artes plásticas. No Fórum Lisboa, a partir das 15h, o bilhete custa 15€.
O quê: Leitura da peça "O morto, os vivos e peixe frito", do escritor angolano Ondjaki, no salão nobre do Teatro Nacional D. Maria II, pelas 19h. Entrada livre.
Quinta, 17 de Dezembro
O quê: Concerto a favor das unidades médicas de Cabo verde, organizado pela organização Médica Cabo-Verdiana, irá contar com as mais conhecidas estrelas de Cabo Verde e alguns cantores portugueses. Na Aula Magna pelas 21h.
Sexta, 18 de Dezembro
Concerto "Kreci Ku Mim", do grupo Bela Nafa, do griot José Braima Galissa, que actua no Auditório do Instituto Franco-Português, pelas 21h. É um concerto de solidariedade em que a entrada, no valor de 10€, ou donativos que deseje dar, revertem para a compra de material hospitalar para a Maternidade de Gabú, na Guiné-Bissau.
Domingo, 20 de Dezembro
Concerto "Filhos dos Descobrimentos", comemorativo da Deacoberta das Ilhas de S. Tome´e Príncipe, com Jorge Neto mostra gastronómica e de artes plásticas. No Fórum Lisboa, a partir das 15h, o bilhete custa 15€.
Saturday, December 12, 2009
Thursday, December 10, 2009
Concerto na voz do operário Sabado 12 Dezembro 2009
Música da Guiné Conakry com a irmã de Sekouba Bambino.
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Saturday, December 5, 2009
Exposição alma africana (live)
Está disponível aos olhares interessados uma selecao da colecção de José Berardo. De 27 de Outubro a 07 de Fevereiro no Páteo da Galé no Terreiro do Paço.
À porta, duas esculturas do Zimbabüe guardam a entrada.
A exposição abre com terracotas do Niger com mais de 1500 anos e um documentário sobre o Parque W onde foram efectuadas as descobertas arqueológicas.
Depois de duas pequenas cabeças, uma Nok e outra Akan, entra-se na parte das máscaras.
A qualidade de conservação dos materiais, mesmo fibras e pigmentos é simplesmente espectacular.
Destaco as muitas e boas peças da Guiné Bissau, de Angola/Congo e Bamana.
Magníficas esculturas Maconde em madeira, principalmente shetani(demónios) e marfim, uma parte bastante recente, e uma secção inteiramente devotada à escultura em pedra do Zimbabüe.
Há trocas e ausências na identificação das peças, perfeitamente escusadas no caso dos instrumentos musicais, por exemplo. A música podia ser um pouco mais variada.
A ir ver sem demora!
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À porta, duas esculturas do Zimbabüe guardam a entrada.
A exposição abre com terracotas do Niger com mais de 1500 anos e um documentário sobre o Parque W onde foram efectuadas as descobertas arqueológicas.
Depois de duas pequenas cabeças, uma Nok e outra Akan, entra-se na parte das máscaras.
A qualidade de conservação dos materiais, mesmo fibras e pigmentos é simplesmente espectacular.
Destaco as muitas e boas peças da Guiné Bissau, de Angola/Congo e Bamana.
Magníficas esculturas Maconde em madeira, principalmente shetani(demónios) e marfim, uma parte bastante recente, e uma secção inteiramente devotada à escultura em pedra do Zimbabüe.
Há trocas e ausências na identificação das peças, perfeitamente escusadas no caso dos instrumentos musicais, por exemplo. A música podia ser um pouco mais variada.
A ir ver sem demora!
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Wednesday, November 25, 2009
Lisboa Mistura 2009: Teatro São Luiz, 28 e 29 de Novembro
O nosso destaque vai para o concerto do André Cabaço no Domingo às 18h00.
Programação aqui:
http://www.teatrosaoluiz.pt/gca/?id=47
Agradecimentos a um visitante anónimo da CAL.
Sunday, November 8, 2009
Oumou Sangaré no CCB: Sábado, dia 14 de Novembro, 21h

Fotografia de Christine Jaspars.
Nasceu em 25 de Fevereiro de 1968 em Bamako, e ganhou o cognome do pássaro-cantor do Wassolou. Começou a cantar aos 5 anos e aos 13 já sustentava a família.
Mulher de negócios activa tem negócios na área da agricultura e venda de automóveis (existe um carro com o seu nome Oum Sang). É também proprietária do Hotel Wassolou onde costuma actuar.
Ganhou um prémio da Unesco em 2001, e foi nomeada Embaixadora da Boa Vontade pela FAO em 2003 e nas suas músicas não se coibe de criticar o casamento de crianças, a poligamia e os problemas das mulheres tal como a desigualdade de direitos no casamento.
Discografia:
Moussoulou(1991)
Ko Sira (1993)
Worotan (1996)
Oumou (2004)
Seya (2009)
Este ano já se falou dela aqui:
http://africalisboa.blogspot.com/2009/07/rainha-e-princesa.html
Esta é a sua página no MySpace:
http://www.myspace.com/oumousangare
Fontes: wiki.en, npr.org, afrik.com
Tal como se suspeitava está confirmado em simultâneo por Beyoncé Knowles e Sigmund Freud: o tamanho importa.
I got a big ego, (hahaha)
I’m such a big ego, (hahaha)
I got a big, (hahaha), Ego,
She love my big, (hahaha), Ego,
So stroke my big, (hahaha), Ego,
I like to joke around a little bit but here we go,
Welcome to the wonderful world,
Of go play the earl coz,
Everything I throw up, blow up,
Talking to the girl,
She said, know what, grow up,
You nasty,
I don’t understand why they trippin’,
If you ask me,
Flow is just as nice as,
I admit the propane,
I just spit, probably,
Just raise the gas prices,
Everybody in the club,
Try and get as fresh as me,
What you want dog,
Trying to stay recession free,
And spit, refreshly,
When I rock the stadium,
You probably get sweaty,
You should bring a extra tee,
Now I’m standing next to Jay,
Who standing next to B,
You coulda been anywhere in the world,
But you’re here with me,
That’s good for ego,
Me and my ego,
And it go wherever we go,
My ego is my imaginary friend,
He was with me when I was only imagining,
I had dreams of the league,
One day I play Kobe,
I walk up the puff and he already know me,
Coulda let the dream killers, kill my self esteem,
Or use the arrogance as a steam that power my dreams,
And my ego,
It's on baby, let's get lost,
You don't need to call into work 'cause you're the boss,
For real, want you to show me how you feel,
I consider myself lucky, that's a big deal,
Why? Well, you got the key to my heart,
But you ain't gonna need it, I'd rather you open up my body,
And show me secrets, you didn't know was inside,
No need for me to lie,
It's too big, it's too wide,
It's too strong, it won't fit,
It's too much, it's too tough,
He talk like this 'cause he can back it up,
He got a big ego, such a huge ego,
I love his big ego, it's too much,
He walk like this 'cause he can back it up,
Usually I'm humble, right now I don't choose,
You can leave with me or you could have the blues,
Some call it arrogant, I call it confident,
You decide when you find on what I'm working with,
Damn I know I'm killing you with them legs,
Better yet them thighs,
Matter a fact it's my smile or maybe my eyes,
Boy you a site to see, kind of something like me,
It's too big, it's too wide,
It's too strong, it won't fit,
It's too much, it's too tough,
I talk like this 'cause I can back it up,
I got a big ego, such a huge ego,
But he love my big ego, it's too much,
I walk like this 'cause I can back it up,
I, I walk like this 'cause I can back it up
I, I talk like this 'cause I can back it up
I, I can back it up, I can back it up
I walk like this 'cause I can back it up
It's too big, it's too wide,
It's too strong, it won't fit,
It's too much, it's too tough,
He talk like this 'cause he can back it up,
He got a big ego, such a huge ego,
I love his big ego, it's too much,
He walk like this 'cause he can back it up,
Ego so big, you must admit,
I got every reason to feel like I'm that bitch,
Ego so strong, if you ain't know,
I don't need no beat, I can sing it with piano.
Saturday, October 31, 2009
Tudo o que sempre quis saber sobre cachupa e não ousou perguntar...
(Dedico este pequeno texto às gentes de Cabo-Verde.)
Um prato que se cozinha não se melhora, não evolui, não se tenta. É uma angústia que tem que se extirpar do peito. Quando se elabora uma receita, é para acabar com ela, para a fazer pela última vez e para acabar com todas as discussões. Até ao próximo drama. A única comparação possível é com um ritual religioso que visa o sublime e o intemporal no terreno.
A cachupa não é um prato. É um ritual de homenagem ao milho, feito com simplicidade e comunhão entre amigos.
Vi dezenas de receitas de cachupa. Cada cabo-verdiano sabe uma, a única verdadeira, tal como é próprio das memórias pessoais e familiares que esbarram em algo que se tornou universal.
Algo que se tornou universal tem que ter um denominador comum: o milho, os grãos de milho, o símbolo gastronómico de Cabo-Verde. É até hoje um mistério para mim, como é que um cereal que necessita de tanta rega é tão popular num país conhecido pela ausência de água. Será um tributo ao líquido milagroso, tão esperado desses céus avaros das ilhas, uma celebração em amarelo de que choveu e que desta vez a negra fome não vem?
Portanto, se entrar num restaurante, lhe servirem uma cachupa, e quiser verificar se é verdadeira, separe no prato os grãos de milho dos grãos de feijão e se o milho não tiver igual quantidade ou superior aos feijões, mande o prato para trás e peça o livro de reclamações.
Quanto aos feijões, que feijões? Os que lhe apetecer, dos cabo-verdianos umbonje e pedra são os meus favoritos, favona para quem quiser, dos portugueses gosto do vermelho para embelezar com alguma cor. Não esquecer, se mais de metade for feijão é feijoada não é catchupa.
Mas um ritual tem regras, dias e venerações várias. A minha cachupa começa à Quinta-feira, dia de pôr a carne em sal, guardada no frigorífico e escorrida a água cada dia. No Sábado o feijão e o milho vão a banhos. Escorre-se a água da carne e vamos à garrafeira buscar as garrafas de vinho para as pôr de pé. E finalmente no Domingo, acordamos mais cedo que os nossos amigos que foram dançar kizomba e começamos os preparativos.
Uma receita de cozinha tem um eixo, essencial, e depois variantes e aspectos secundários e outros variáveis que não afectam nada de importante.
O eixo da cachupa é a cozedura de milho e feijão apenas com água (sem sal), visando um desfecho que mantém as propriedades dos protagonistas e acrescenta com o bom amido que escapa dos mesmos uma textura cremosa deliciosa à simples água. É apenas isto, o resto é demagogia e tempero de quem tem algo a esconder. Isto num tacho.
No segundo tacho, cozem as carnes de porco salgadas, depois do sal sacudido, com uma folha de louro. Entrecostos, costeletas, carne de veios gordurosos bem concentrada de paladar. Na minha versão de cachupa, a que chamo do Ritz, compro bons pedaços de porco preto que já não arruinam ninguém, e um pedaço de vaca bem cheio de geleias e gorduras para parecer chique.
E perguntam vocês, e os enchidos, onde estão os enchidos? Os enchidos devem manter-se afastados da cachupa como o diabo da cruz, tal como os convidados que só pensam em comer, faltam à cerimónia e só aparecem no restaurante. Eu tenho uma conversa com o bom do chouriço, a poupada farinheira e a trágica morcela, ponho-os no forno a 160º quando começo o refogado e digo-lhe: até já.
Pois, é que depois dos dois irmãos separados, milho e feijões e as carnes, há que reuni-los. Onde? Num tacho grande a que alguns chamam "ena que grande tacho".
O refogado começa com banha de porco preto, azeite, e uns grãos de pimenta preta mal esmagados, único tempero áparte o singelo ramo de salsa que se acrescenta. Uma boa cebola que se deixa suar e venham essas carnes, previamente desossadas que a gente gosta da nossa cachupa prontinha para comer de colher. Deixar o refogado assar e chiar, sempre bem sequinho à beira da tragédia.
Depois o dilúvio: feijões e milho e respectiva calda, assim como um pouco da água da cozedura da carne. E está o assunto quase tratado, se não fosse o inhame, a couve, a abóbora, a mandioca, por esta ordem, que se vêm incorporar ao manjar.
É nesta altura que o engrossar do caldo dará ao sacerdote dos tachos o presciente momento de desligar o tacho, esperar uns minutos e levá-lo para a mesa.
Os violentos enchidos saem do forno e cortados em rodelas são remetidos para o seu papel decorativo e emocionante. Mas quem os mistura na cachupa logo no início não sabe o que faz. O creme do milho e do feijão pede as ternuras simples dos legumes e da carne salgada, não de arruaceiros que gostam de dar nas vistas e que têm o seu lugar apenas quando são convocados para a segunda vez que nos servimos, assim como os picantes vários presentes na mesa africana.
Depois é rir com os amigos, fazer brindes com grogue e guardar lugar na barriga para uma fatiazinha de cuscuz com mel de cana.
Friday, October 30, 2009
Toumani Diabaté hoje no cinema S. Jorge em Lisboa
Saturday, October 24, 2009
Filme DocLisboa - Vencedor da Secção Internacional: Domingo, dia 25, às 22h30 na Culturgest
Friday, October 23, 2009
Concerto de Rui Sangará e Heitor Sampaio
- Quando: Dia 24 de Outubro, Sábado
- A que horas: 23h30
- Quem: Rui Sangará e Heitor Sampaio
- Onde: Espaço CPLP (Odivelas), Patameiras unto as Bombas da GALP, Lisboa, PT
Informação por cortesia de Gumbe.com.
Tuesday, October 20, 2009
Ildo Lobo (25 Nov 1935 - 20 Out 2004)
Nasceu a 25 de Novembro de 1935 na localidade de Pedra de Lume na ilha do Sal onde trabalhou nas minas de Sal com a sua família. Quando o negócio do sal acabou, foi obrigado a arranjar outra ocupação cantando nos bares e festivais de música locais.
Já adulto, mudou-se para a cidade da Praia, na ilha de Santiago, onde começou a carreira como vocalista do grupo mítico Os Tubarões, tendo lançado o seu álbum a solo "Nôs Morna" depois de muitos e bons álbuns com a sua banda.Tal como muitos dos músicos do seu tempo mantinha um trabalho a tempo inteiro como funcionário da alfândega do aeroporto com as gravações e os espectáculos da carreira de músico.
O seu último disco "Incondicional" foi lançado poucos dias depois da sua morte a 20 de Outubro de 2004 na cidade da Praia com 51 anos de idade.
Ficou conhecido pela emoção única que emprestava às suas mornas, mas a sua voz movia-se à vontade numa coladera bem mexida. Não tinha um registo vocal muito amplo mas compensava com uma qualidade interpretativa e delicadeza de fino recorte nos tons mais agudos. Na morna, essa arte da doçura e suavidade, é um espanto.
Existe biografia editada pela Sete Caminhos, chama-se "Ildo Lobo - A Voz crioula" e a autora é Yara dos Santos.
Discografia
Os Tubarões, "Pepe Lopi", 1976
Os Tubarões, "Tchon di Morgado", 1976
Os Tubarões, "Djonsinho Cabral", 1979
Os Tubarões, "Tabanca", 1980
Os Tubarões, "Tema para Dois", 1982
Os Tubarões, "Os Tubarões", 1990
Os Tubarões, "Os Tubarões ao Vivo", 1993
Os Tubarões, "Porton d'Nôs Ilha", 1994
Ildo Lobo "Nôs Morna", 1996
Ildo Lobo "Intelectual", 2001
Ildo Lobo "Incondicional", 2004
Aqui com os Tubarões, a cantar Porton di nos Ilha, e depois Tunuca. Duas canções maravilhosas.
O site oficial é http://www.ildolobo.com/
Fontes: Wikipedia, caboindex.com, RDP África
Thursday, October 15, 2009
Guents dy Rincon na Fábrica do Braço de Prata dia 17 de Outubro
Guents dy Rincon é formada por um sexteto de músicos experientes, Santos Cabral “Cabo Verde” (Voz e Guitarra), Luzia “Espanha” (Guitarra e Bass), Zé Brás “Cabo Verde” (Guitarra e Cavaquinho), Zema “Cabo Verde” (Percussão e Voz), Maurício Lobão “Brasil” (Percussão e Voz) e Jeff "Bélgica" ( Contra Baixo Acústico).
- Quando: Dia 17 de Outubro, Sábado
- A que horas: 23h30
- Quem: Santos Cabral, Luzia, Zé Brás, Zema, Maurício Lobão e Jeff
- Onde: Fábrica Braço de Prata
- Telefone: 967354817
- Link: http://www.bracodeprata.com/programacao/2009/10/15.shtml
Agradecimento ao Jorge Mendonça Oliveira.
Ébano na Fábrica Braço de Prata dia 16 de Outubro
- Quando: Dia 16 de Outubro, Sexta-feira
- A que horas: 24h
- Quem: Mick Trovoada, André cabaço, Lúcio Vieira, Djone Santos, Zé Dias e Bruno Cruz.
- Onde: Fábrica Braço de Prata
- Telefone: 967354817
- Link: http://www.bracodeprata.com/programacao/2009/10/12.shtml
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